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Como publicitário e entusiasta de homestudios e gravações caseiras, eu não poderia deixar isto passar em branco.
Com 60450 inscrições e quase 1 milhão de exibições do seu canal no Youtube até o momento, o Pomplamoose – palavra francesa para toranja – é uma dupla californiana formada por um casal de moderninhos, Jack Conte e Nataly Dawn.
Jack é multi-instrumentista, compositor e filmmaker que, segundo o Wikipedia, vive da venda de mp3 na rede; Nataly já morou na França, Bélgica e voltou para a California para se graduar em arte e literatura francesa. O casal grava vídeos musicais e coloca na rede, seguindo dois critérios que, por falta de recursos sofisticados de gravação e edição, acabam sendo o padrão dos vídeos amadores que nos acostumamos a assistir:
1 - O que você vê é o que você escuta (não há sincronia para voz ou para instrumentos na pós-produção.)
2 - Se você escuta algo, irá vê-lo sendo gravado em algum momento. (Não há sons escondidos.)
Entretanto, ao contrário das outras filmagens amadoras, os vídeos do Pomplamoose não são gravados com a webcam, ou usando o recurso de vídeo de uma câmera fotográfica. O que nós vemos são filmagens em alta definição, captada de diversos ângulos, o que, levando em conta os dois critérios de gravação, me faz acreditar que existe mais de uma câmera.
Em vez de um quarto qualquer, os vídeos são feitos em um homestudio. E, ao contrário da configuração de maior parte dos estúdios caseiros que eu conheço, em que poucos instrumentos disputam o espaço com simulações, bateria eletrônica, piano digital e toda uma série de programas de computador que fazem as vezes de instrumentos caros, o Pomplamoose realmente UTILIZA os instrumentos caros, de verdade, sem simulação. São pianos verticais, pianos elétricos, orgãos, bateria e muitos microfones, que ficam empilhados no pequeno quarto, mas que são mais caros e soam muito melhor que muitos pequenos estúdios que eu conheço.
A dupla, que extrai uma sonoridade profissional de um ambiente que parece ser bem amador – como denuncia o colchão usado como isolamento acústico em uma das paredes –, possui um organizado canal no Youtube, vende suas músicas no iTunes, dispõe o material para audição e venda no myspace e permite o download gratuito das versões que fazem de outros artistas.
Nos vídeos, tudo parece bastante elaborado, desde a edição que é quase o making-off das gravações, e nos mata a curiosidade em vê-los utilizando instrumentos exóticos, até as pequenas histórias que eles protagonizam ao fim dos vídeos.
Em uma delas, a irmã do Jack entra no quarto ao fim da gravação e ele aproveita para fazer merchandising dos sabonetes caseiros que ela faz, em outro momento, é possível ver o casal jantando no carpete do quarto-estúdio, Jack cochilando no mesmo carpete, ou os dois comemorando quando a Nataly concluiu os estudos.
As brincadeirinhas entre o casal causam a empatia de qualquer indie simpatizante do lema “faça você mesmo”. Em uma destas gracinhas, o pirulito do bumbo da bateria está vestido com um fantoche dos Muppets.
Eis que uma marca é bastante presente nos vídeos, nos processadores utilizados pelos músicos, em algumas camisetas que o Jack usa, em algum equipamento em close: a Electro-Harmonix.
A Electro-Harmonix é uma empresa novaiorquina fabricante de processadores eletrônicos para som. Seus produtos mais famosos são os pedais de efeitos para guitarra.

A fabricante e os garotos do Pomplamoose tem muito em comum. A primeira desenvolve produtos com aspecto propositadamente caseiro (entre os músicos, há um fascínio por essa estética), a segunda, a dupla, faz o seu som de forma caseira utilizando os processadores da Harmonix, que estão sempre legíveis na câmera, de frente para ela. A primeira cria os efeitos de som mais ricos e procurados durante as décadas de 70 e 90, a segunda se utiliza largamente destes efeitos para criar uma sonoridade criativa para suas músicas.
Dai surge a pergunta:
Não seria o Pomplamoose uma bela ação da Electro-Harmonix para atrair uma nova geração de músicos?
Uma ação extremamente adequada e pertinente que criou praticamente uma web-história. Um duo formado por um jovem produtor e cineasta, que namora uma garota de penteado hipster, estudante de arte e literatura francesa.
Os dois fazem vídeos para o Youtube, se vestem como a maior parte dos garotos que tocam em bandas indie hoje em dia, fazem piadas com as mesmas coisas, ficam famosos fazendo versões de músicas bastante conhecidas, e utilizam instrumentos raríssimos e igualmente caros, com os quais todo músico de apartamento sonha, mas só teve contato através de uma simulação feita em computador.
Além disso, o público é jogado para dentro da história, fica sabendo quando a Nataly terminou os estudos, quando eles vão fazer os primeiros shows da dupla, participa de concursos para criar ilustrações para a camiseta e para a capa do disco da banda.
Pronto. Identificação completa com um segmento do mercado, placement de marca e de produto da Electro Harmonix.
O consumidor deste segmento é bastante exigente e está acostumando a pesquisar exaustivamente, ler o que os outros consumidores escreveram a respeito de um produto antes de comprá-lo, ir atrás de críticas e, olha só, é possível encontrar vários vídeos do Jack Conte fazendo reviews dos produtos da Electro-Harmonix.
Se for uma ação de marketing, ou mesmo um patrocínio, a abordagem foi muito competente. Se não foi, ainda está em tempo de ser.
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A euforia em relação ao twitter não é mais novidade, entretanto, as maneiras diferentes de usar a rede social não estão nem um pouco próximas do seu fim. Há quem o use por puro narcisismo, há quem o transforme em uma porta de geladeira com post its, e há também muita gente que já planeja ou já o usa em suas ações promocionais.
O mais interessante é que companhias que desde o início do século passaram batidas por outras redes sociais entrem neste universo através do twitter, uma rede que despontou no Brasil há tão pouco tempo. Será pelo alarde feito de uma hora para outra pelos meios de comunicação? Será pela capacidade sintética dos 144 caracteres que o microblog oferece?
Uma coisa é certa, assim como a adesão ao pássaro azul é alta, o índice de rejeição após um período de tempo segue a mesma linha. Alguns simplesmente não veem propósito em uma rede que oferece no máximo três linhas de texto. Outros tantos, devem sentir falta das fotos da festa do sábado.
Entre entusiastas da simplicidade e amantes dos milhões de recursos que a vida virtual oferece em outras redes, existem aqueles que não só entenderam o que parece ser a proposta do twitter, como também souberam tirar vantagem do seu potencial.
Como vêm se mostrando, as empresas invadem a rede para aumentar a sua relação com o consumidor e, dependendo da natureza do serviço, pode ser mesmo um bom negócio seguí-las. Em Londres, os seguidores do Albion Cafe -@albionsoven são avisados em tempo real quando a fornada de pão quentinho acaba de sair. Utilidade indiscutível para a praça onde o negócio se instalou.
Aqui mesmo em Sergipe, a DISE - Distribuidora Sergipana de Publicações - @_dise_, que fornece para todo o estado as principais revistas e periódicos nacionais e todo o material da Editora Abril, fez do twitter um meio para promover ações diferenciadas.
O foco é desenvolver um relacionamento com o público consumidor e os potenciais leitores da cidade de Aracaju. O objetivo da ação é informar o leitor e atualizá-lo sobre os principais títulos de revistas que estão chegando às bancas naquele momento.
Além disso, as promoções periódicas com sorteios de revistas para os primeiros que responderem às mensagens da empresa, aproximam os internautas dos seus títulos favoritos.
“Nestas promoções, um dos principais aspectos é conseguir fazer com que o internauta deixe a mesa do seu computador e vá até a banca de revista ou livraria. Com isso, criar um vínculo, uma rede de relacionamentos que se expande além da web.” esclarece o assistente comercial da empresa, Helder Andrade dos Santos.
A participação da DISE em redes sociais foi uma sugestão da equipe da distribuidora e é exemplo único entre os distribuidores dos produtos DINAP ao redor do país.
Além da participação no Twitter, a equipe comercial realiza ações no ponto de venda e distribui cortesias de forma inusitada, como pessoas mascaradas distribuindo revistas infantis no GameStation.
Este é um exemplo de como empresas de cidades menores, como Aracaju, podem tirar vantagem desta proximidade geográfica e concentração de praças de determinado setor de mercado para fazer uso inteligente de mídias sociais e convidar o consumidor a conhecer o produto no ponto de venda, que está logo ali, a algumas quadras.
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MadMen (show original da AMC - retransmitido no Brasil pela HBO) é uma premiada série americana, que concorre a 16 categorias nesta última edição do Emmy. A trama se desenrola na Nova york dos anos 60, em uma agência de publicidade chamada Sterling Cooper. O espectador acompanha a vida do diretor de criação Donald Draper e das pessoas quem o cercam dentro e fora do ambiente de trabalho.
Junto com os personagens, é possível presenciar as mudanças de comportamento na América daquele período, bem como os hábitos que configuraram aquela geração: o uso de cigarros, bebidas alcóolicas no ambiente profissional, o sexismo e o preconceito racial.
Outro ponto forte da série é a crise masculina provocada pela saída das mulheres das cozinhas dos subúrbios com destino aos escritórios executivos de Manhattan. É nesse ambiente que MadMen nos conta os infortúnios, segredos e desafios do trabalho dos publicitários em uma américa em busca de uma nova identidade.

Enquanto os seguidores da série aguardam ansiosamente pela estréia da terceira temporada (dia 16 de Agosto), é possível se divertir (e por que não viralizar o programa de televisão?) com o hotsite MadMen Yourself. Nele, é possível criar seu próprio avatar no estilo “publicitário dos anos 60”, customizando rosto, acessórios, roupa, e até bebidas, isqueiros e cigarros para abrilhantar o visual do seu alter-ego (e ponha ego nisso) criativo da SterlingCooper.Após a brincadeira, é possível ainda escolher o plano de fundo e transformar o seu mad man em um papel de parede para desktop ou iPhone, avatar para o twitter, facebook ou mensageiros instantâneos.
A ação de internet (discretamente patrocinada pela rede de cafeterias Eight O’Clock Coffee) não é mais nenhuma novidade entre o público da série, mas é muito bem realizada e e provê uma experiência divertida ao usuário, o que, definitivamente contribui para desenvolver um vínculo consumidor e marca – ou melhor, entre telespectador e série.
As ilustrações ficaram a cargo da designer novaiorquina Dyna Moe, que trabalha como freenlancer. O website da série é rico em sugestões de sensação para o usuário. Para que você realmente viva o espírito da parte criativa da big apple dos anos sessenta, a página vai muito além do simples release e sinopse de episódios e oferece guia de drinks mais famosos nos sessenta e concursos de fotografia com roupa de época.
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Personagens de uma ação ou gente de carne e osso, o casal João e Lica já está gerando burburinho nos meios de comunicação da cidade, e agora atinge a web, sendo alvo de comentário em diversos blogs. Além de acompanhar a história dos dois - à disposição dos pedestres e motoristas que passam pelo cruzamento da Pedro Paes Azevedo com a Francisco Porto -, é possível interagir com ela, mandar o seu recado e ser também o protagonista de uma aventura amorosa mal-sucedida.

Clique aqui e veja o João e Lica generator, desenvolvido pelo Raphael Jordany.
Se essa história não for uma ação publicitária, será uma grande oportunidade perdida. Fica a prova de que o público sergipano interage com a comunicação difundida nas ruas e de que está cada vez mais preparado para ações de mídia que fujam ao lugar comum. (ou então de que roupa suja se lava é na fachada de casa).
Acompanhe a história desde o início no blog Prontofalei.